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Parashá Behaalotechá
A porção da Torá desta semana descreve os preparativos, e os estágios iniciais, da jornada dos judeus pelo deserto, após ficarem acampados ao pé do Monte Sinai por mais de um ano.
No Monte Sinai, os judeus receberam a Torá e, logo depois, construíram o Santuário. Ainda assim, o povo não se deu por satisfeito em atingir esta elevação espiritual. Ao invés de “repousar sobre os louros” e permanecerem no deserto, o povo se empenhou em outra missão — ir para Eretz Yisrael
O deserto era estéril e desolado. Ainda assim, durante o tempo em que os judeus viajaram por ele, eles o transformaram, ainda que temporariamente, em uma terra fértil, um lugar onde cresceram grãos, árvores e até flores. Pois os judeus não viajavam de mãos vazias. Eles levavam a Torá que haviam recebido e o Santuário que tinham construído. A presença de D’us, que repousava dentro do Santuário, e que dá expressão às nossas vidas, trouxe estas mudanças positivas aos arredores em que viviam.
O Baal Shem Tov explica que a jornada dos judeus pelo deserto está refletida na jornada de cada indivíduo através da vida. Algumas das etapas que atravessamos podem parecer estéreis e desoladas. Entretanto, devemos saber de que isto é apenas o cenário externo e não deve influenciar nosso estado interior — pois a Presença de D’us nos acompanha o tempo todo e a Torá está sempre conosco em qualquer situação. Isto orienta nossa vida de modo significativo e profundo. Nós podemos mudar o ambiente em que vivemos e cultivar seu crescimento e desenvolvimento.
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