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Origens
A comunidade judaica de Beirute, de Damasco e Alepo eram as principais dentro do Líbano e Síria, sob o domínio do Império Otomano, vivendo aproximadamente dez mil judeus na época da Primeira Guerra.
Já em outras cidades como Sidon, a comunidade era de dois mil judeus.
"A vida lá era simples, os judeus eram pobres ou remediados e viviam em um bairro judaico com cerca de 550 famílias, todos se davam bem", conta Assilan Meyer Nigri ao falar sobre a vida dos judeus em Beirute.
A presença judaica em Beirute data provavelmente da época da Revolta dos Hasmoneus em Israel, 165-40 antes da era comum. Em Beirute havia entre três e cinco mil judeus nos anos 1890-1910. No final do XIX havia uma Sinagoga, a "Maguen Avraham", e doze batei hamidrash.
Além de Líbano e Síria, membros da comunidade que viria a fundar a Congregação Monte Sinai vieram também de Israel, Egito e Turquia.
A Primeira Guerra Mundial, provocou profundas mudanças políticas em toda a região do Oriente Médio. Carolina Memran nasceu em Alexandria, Egito, em 1914. O pai veio sozinho ao Brasil em busca de trabalho e depois ela veio com a mãe, após o falecimento da avó materna e quando também a situação ficou difícil.
"Fazer a América", buscar melhores condições de vida ou fugir do serviço militar no Império Otomano foram outras das razões que levaram membros da comunidade a deixar seus países de origem. Muitos imigrantes vieram sozinhos, outros eram solteiros, enquanto outros deixaram temporariamente esposa e filhos para tentar uma sorte melhor e depois trazer a família. Havia também os que viajaram com a família. Praticamente todos contaram com a ajuda de parentes ou amigos já estabelecidos no Brasil.
Com a chegada ao Brasil, inicia-se uma nova página da história destas famílias que tendo deixado seus países de origem, tiveram que recomeçar tudo em uma terra desconhecida. Mas a chama da tradição judaica, a união familiar e o espírito comunitário dos recém-chegados logo construíram os pilares de uma nova vida em uma nova terra. |